segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Publicando Insanidades

Eu imagino como devem ser as redações de jornais e revistas: ambientes cercados de pesados móveis em madeira de lei, quadros clássicos e estantes imensas de livros mais velhos que qualquer pessoa viva neste planeta. Nestas salas, senhores austeros vestindo elegantes ternos, tomando whisky e fumando cachimbos discutem com apreensão como lidar com esses tais tablets e smartphones.

Não pode ser gente jovem. Não pode ser gente dinâmica. Não quero crer nisso.

Só uma compreensão muito equivocada da tecnologia explica a absurda enxurrada de aplicativos específicos para a leitura de publicações que tradicionalmente são vendidas em livrarias e bancas de revista.

Amigos, vocês estão indo em uma direção que os levará a ruína. Podem crer!

Ontem vocês colocavam o seu jornal ou revista nas bancas. Qualquer um podia ir até uma e buscar um exemplar. Leitores mais assíduos tinham a comodidade de recebê-las em casa. Era um único produto. Universal.

Hoje cada editora cria um aplicativo específico para cada uma de suas publicações. Tão específico que só funciona em determinados equipamentos. Cada versão tem seu próprio custo para ser desenvolvido, atualizado e mantido. Cada um tem o seu próprio formato. Assumo eu que os custos devam ter ido às alturas. Duvido que a receita tenha acompanhado essa tendência.

Uma mesma editora cria um aplicativo para cada publicação. Ou seja, se eu leio três publicações da mesma editora, eu tenho três programas no meu dispositivo. Então além do incômodo de ter três ícones, eu tenho três programas instalados, consumindo recursos e checando constantemente por atualizações. Além disso, há uma enorme chance eu não conseguir ler estas publicações em outro dispositivo meu que seja de um fabricante ou sistema diferente.

Ainda não vi uma publicação ser universal em termos digitais, ou seja, algo acessível na grande maioria dos dispositivos eletrônicos. Aparentemente as editoras estão sendo forçadas a segregar os seus consumidores com base em seus dispositivos.

Nesta loucura gerada por uma péssima conversão de analógico para digital há uma honrosa exceção: o Kindle.

A Amazon entende bem como a tecnologia funciona. Embora o Kindle dê nome inclusive a um dispositivo físico, a Amazon não limita seu conteúdo a ele. Posso ler as suas publicações em praticamente qualquer dispositivo que esteja ao meu alcance. E isso inclui o meu bom e velho (mentira, até que é bem novinho) PC. Mais interessante ainda: o Kindle sabe o que eu estou lendo e mantém marcada a página lida. Posso largar o meu PC e ir ler no meu smartphone sem precisar procurar a página onde eu estava.

Queridos editores: façam um favor a si próprios e procurem uma forma padronizada de divulgar seu conteúdo. Façam isso antes que vocês percam em definitivo os seus leitores e antes que gastem todo o seu suado faturamento tentando cada um inventar a sua própria roda.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Em pé!!!


A Amandinha está em processo de desfralde e, afora alguns escapes iniciais, o processo vai indo muito bem. Esta etapa nos faz estimular toda e qualquer atividade envolvendo os números 1 e 2.

Então, colaborando com o processo, anuncio que vou ao banheiro fazer xixi, o que faz a Amanda imediatamente se candidatar a assistir. Vamos ao banheiro e, como é meu hábito quando estou em casa, sento na privada.

Imediatamente ela me chama a atenção:

"Não papai! Em pé! Igual ao Lorenzo!"

Tá bom então! Quer dizer que a minha filha de dois anos já tem experiência suficiente para criticar a forma com que eu urino? E que tanto essa menina presta atenção no coleguinha de aula, que por sinal é quase um ano mais velho que ela.

Adicionalmente recebi o comentário: "Ah! Tu também tem umbigo?"

Aparentemente apenas eu e o Lorenzo temos "umbigo".

Só me falta ela querer comparar tamanho...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Didática

Eu me considero uma pessoa com uma péssima didática. Não só as minhas explicações normalmente parecem confusas para quem as recebe, como eu fico ansioso pelo entendimento imediato da explicação.

Entra em cena a Amanda, minha amada filhinha, que ainda não completou dois anos.

Há alguns meses, sempre que eu (ou outra pessoa) explica algo pra ela ela retruca:

"Entendi, pai!"

É engraçado ouvir esta expressão de alguém tão pequena. Provavelmente seja culpa minha pois constantamente estou explicando algo para ela e normalmente encerro a conversa com um "Entendeu?"

Há uns dois meses ela passou a explicar as coisas para os outros. Estes tempos ela estava na sala explicando alguma coisa para a avó dela e ao final lascou um

"Viu? É assim que funciona!"

Quando ela pegou otite, levei um balão de gás pra ela. Era o terceiro balão que ela ganhava, então já estava familiarizada com o presente.

Então ela pega o balão pela argola e ergue bem alto. Depois baixa ele todo. A mãe dela aparece para assistir ela brincando. Então ela repete o procedimento explicando em detalhes que o balão subia e descia e finalizou com um "Entendeu, mãe?"

Ontem ela ficou sentida comigo, iniciando um choro, porque eu não a deixei pegar um prato com tomates que havia sobre a mesa. Expliquei para ela que o prato era de vidro e poderia se quebrar e machucá-la. Mostrei a ela que todos os pratos que ela pega são de plástico e disse que plástico não quebrava, logo não tinha perigo (e bati com um pratinho de plástico contra o chão).

Antes de eu encerrar a explicação sai aquele doce "Entendi, pai!" e o choro se desfaz.

Eu fico maravilhado! Só temo que um dia ela responda:


"Acknowledge, Master Control."

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

The Eye of Judgment




Só não entendo a parte que diz "AGE 8+"

Pelo que eu vi nos fóruns do jogo, ninguém com menos de 30 anos joga esse treco. Na verdade acho que na prática ninguém joga isso, pois nessa faixa etária família, emprego, etc. consomem todo o tempo disponível.

Eu juro que tento.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Medo

Há algum tempo eu tenho aproveitado o interesse dela por controles remotos para ensinar as operações básicas da TV, o que inclui ligar, desligar, alterar o volume e os canais. As minhas breves tentativas não têm dado grandes resultados, como era esperado para uma criança de apenas um ano e sete meses.

Ontem ela estava conversando com a avó dela pelo viva-voz do telefone quando a vovó pergunta "Tu tá vendo TV?"

Como a TV estava desligada, ela levantou-se, disse "Ligá", caminhou até a lateral da TV onde ficam cerca de oito botões e, para nosso espanto, com um apertão certeiro ligou a TV.

"Ligô!"


Praticamente nunca utilizamos aqueles botões e nunca dissemos nada sobre eles. Haja observação.

Tenho medo do futuro. Muito medo! :-)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Oferenda


Não sei qual foi o pedido da pessoa mas, a contar pela oferenda, ou está querendo algo muito bom, ou tá devendo muito.

E a limpeza da cidade que se dane...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Piada Pronta

Domingo pela manhã recebi um pedido interessante:

Levar a mala da minha sogra para a rua.

Os 5 minutos que fiquei aguardando a minha cunhada (que buscaria a mala) foram bastante divertidos, só imaginando frases interessantes com o referido objeto.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Perfeita imperfeição

Ela já fala com perfeição qualquer palavra com até 3 sílabas, porém três delas são especiais pra mim:


Minhati

Aguguga

Baum

Tenho que conseguir gravar um vídeo com ela pronunciando assim enquanto ainda é tempo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Compras

Fim de tarde!

Resolvo que vou fazer a famigerada ida trimestral ao Big para comprar toneladas de produtos de limpeza ligeiramente mais baratos do que eu costumo pagar.

Atendimento VIP como de costume, com direito a uma mulher pedindo informações a um funcionário devidamente uniformizado que simplesmente a ignora.

"Obrigado pela atenção!" berra a cliente abandonada.

Pego o que preciso e dirijo-me ao caixa que presumo estar com a menor fila. Há apenas um cidadão a minha frente. O sistema de pesagem no caixa, aliado ao sistema de pagamento de cartão, à recarga de créditos de celular e ao fato de que você mesmo tem que empacotar suas compras faz com que você nunca saiba se vai sair da fila em 15, 30 ou 45 minutos.

Mas voltando ao cidadão que está à frente, logo pude perceber que ele sabia do sistema de pesagem no caixa, pois junto com detergente, sabão em pó, cerveja, amoníaco, cerveja, arroz e cerveja, ele foi também colocando na esteira dois molhos de alface, alguns pimentões, tomates e cebolas.

Nada de errado no que narrei né? Então vamos lá: O tio pega um pacote de sabão em pó e põe na esteira, depois põe um molho de alface, depois um pacote de cerveja em lata, depois põe um pimentão, um quilo de arroz, outro pimentão, detergente, um tomate, outro tomate...

Entendeu agora?

Exatamente! O tio passou na seção de horti-fruti e simplesmente pegou o que queria e tascou direto pra dentro do carrinho, sem outra embalagem senão a fornecida pela mãe natureza. Depois jogou tudo misturado na esteira e a caixa que se virasse com a bagunça.

O bom é que a caixa era esperta! O que não necessitava pesagem ela simplesmente rolava para o fundo do balcão. O que não intimidou o tiozinho! Testemunhei ele largando os dois molhos de alface já contabilizados direto no carrinho esmagados entre as grades do carrinho e pacotes de arroz.

Fiquei só assistindo o tio ir embora feliz com o seu carrinho decorado por pedacinhos verdes nas laterais e fiquei imaginando se pelo menos o coitado lavaria algum daqueles itens antes do consumo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Memória sobre memória

Neste exato momento estou, emocionadamente diga-se de passagem, testando o meu primeiro programa capaz de consumir mais do que 4Gb de memória RAM.

Isso mesmo: 4 Gigabytes.

Essa naba não seria viável caso o Sistema Operacional não fosse de 64 bits.

Em 1992 (ou seria 1993) lembro de ter quase sujado as minhas calças quando conseguimos alocar mais de 64Kb em um programa escrito em C. O milagre da época era acionar o modo 386 (protegido) do processador.

Nem a Lei de Moore previa uma emoção tão grande pra mim.

Em tempo: Nerd é a senhora sua mãe.