Eu me considero uma pessoa com uma péssima didática. Não só as minhas explicações normalmente parecem confusas para quem as recebe, como eu fico ansioso pelo entendimento imediato da explicação.
Entra em cena a Amanda, minha amada filhinha, que ainda não completou dois anos.
Há alguns meses, sempre que eu (ou outra pessoa) explica algo pra ela ela retruca:
"Entendi, pai!"
É engraçado ouvir esta expressão de alguém tão pequena. Provavelmente seja culpa minha pois constantamente estou explicando algo para ela e normalmente encerro a conversa com um "Entendeu?"
Há uns dois meses ela passou a explicar as coisas para os outros. Estes tempos ela estava na sala explicando alguma coisa para a avó dela e ao final lascou um
"Viu? É assim que funciona!"
Quando ela pegou otite, levei um balão de gás pra ela. Era o terceiro balão que ela ganhava, então já estava familiarizada com o presente.
Então ela pega o balão pela argola e ergue bem alto. Depois baixa ele todo. A mãe dela aparece para assistir ela brincando. Então ela repete o procedimento explicando em detalhes que o balão subia e descia e finalizou com um "Entendeu, mãe?"
Ontem ela ficou sentida comigo, iniciando um choro, porque eu não a deixei pegar um prato com tomates que havia sobre a mesa. Expliquei para ela que o prato era de vidro e poderia se quebrar e machucá-la. Mostrei a ela que todos os pratos que ela pega são de plástico e disse que plástico não quebrava, logo não tinha perigo (e bati com um pratinho de plástico contra o chão).
Antes de eu encerrar a explicação sai aquele doce "Entendi, pai!" e o choro se desfaz.
Eu fico maravilhado! Só temo que um dia ela responda:

"Acknowledge, Master Control."
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